terça-feira, 6 de novembro de 2007

É uma brasa amora.


Todos nós quando falamos em pós-segunda guerra lembramos sempre dos States. Tudo bem, eles conseguiram o que conseguiram. Afinal em todo lugar do mundo há um McDonalds e Dunkin Donuts. Mais a pergunta que não quer calar é a seguinte: O que o Brasil fez em seu período pós-segunda guerra?
Bom, vale lembrar que a antiga capital brasileira era o Rio de Janeiro. E quem governava era o Getúlio Vargas. Como diz o clichê histórico: a grande época de ouro no Brasil, os anos dourados da sociedade.
Pois um belo dia, as coisas mudaram. A Bossa Nova que começou na casa de Nara Leão e nas praias cariocas virou um negócio elitizado e cabeça demais da conta. Sem contar que, quando este tipo de coisa acontece, não é mais legal você fazer parte deste time.
A década terminava quando, resolveram dar início na revolução brasileira. Mudando todo o contexto social, histórico e claro – musical. Os anos 60 chegaram, óbvio, para aqueles que hoje são chamados de alienados. Tudo bem que é legal você ser cabeça demais da conta. Mas, às vezes, é bom curtir uma cultura de massa. Não é à toa, que em contra partida surgiu a Jovem Guarda.
Meninos cabeludos e moças de pernas de fora. Inspirados nas bandas e grupos norte-americanos, milhares de jovens mostraram seus talentos e gravaram os seus primeiros compactos. Quando falamos nisso, vem sempre em nossas mentes os nomes Roberto Carlos, Wanderléa e Erasmo Carlos. Porém existem nomes que não são nem cogitados e (claro) fizeram a maior diferença. Vamos citar alguns para você que, sem dúvidas, são o bicho.
Martinha: Linda menina mineira. O verdadeiro pão de queijo gravou, músicas para lá de especiais. Com uma voz meiga e totalmente juvenil gravou musicas que abalaram os corações de muitos que viviam apaixonados. Um dos seus principais hits foram: Aqui, Eu te amo mesmo assim e Vai ser assim (realmente linda).
Silvinha: Uma garota que gostava de falar de beijos no cinema. Alguém aí já ouviu Splish-Splash? Pois então, é a mesma música que a dupla preferida da nossa amiga Dani, Sandy e Jr., cantava nos primórdios da carreira. É claro que ela não tem só essa, mas tem também a Minha primeira desilusão. Não a minha, mas a dela. Digo a música dela. Ah. Antes que eu me esqueça, ela é casada com Eduardo Araújo, o tiozinho que canta...Quem é da nossa gangue não tem medo...
Waldirene: A garota papo-firme. Realmente, essa expressão deveria voltar a ser usada com o seu verdadeiro intuito, já que significa a pessoa que sabe o que quer e não faz rodeios. Ou seja, é bem resolvida. Por falar em papo firme, o nome de seu maior sucesso é Garota do Roberto, onde ela canta:...Sou a garota papo-firme que o Roberto falou, por isso sou um amor... Acredito plenamente.
Leno e Lílian: Eterna dupla que, cantou e encantou com suas músicas. É claro que como tudo que é bom, não duraram muito com a banda. Os dois têm gênios extremamente temperamentais e opiniões diferentes sobre várias coisas. Mas, não importa isso agora, o que importa é a qualidade das suas músicas. Juntos, eles compuseram e cantaram hinos do movimento musical. Eu já sei, Eu não acredito, Desculpas, Ouçam Todos, Coisinha estúpida, Pobre menina são as músicas que 20 entre 20 pessoas, fãs da Jovem Guarda, vão falar ao escutar o nome da dupla. Mesmo em carreira solo os dois brilham. Lílian ficou ainda conhecida ao gravar o hit Sou rebelde. Já Leno se especializou em tocar seu violão e a fazer novos sons musicais. Porém vocês perceberam que é minha dupla preferida.
Paulo Sérgio: O cantor preferido de mamãe. É o cara que canta: Essa é, a última canção que eu faço para você..., Entre outras. Não tenho muito que dizer sobre ele. Só sei que ele fez musicas legais regadas com outros ritmos da época. Tem uma que até lembra o velho som produzido pela Motown (gravadora que gravou discos de artistas como Jackson 5 – Michael Jackson + irmãos exploradores, The Supremes e Steve Wonder). O refrão da música tem até backing vocals histéricas.
Wanderley Cardoso: Cantor que fez com que todas as moças sonhassem em conhecer o verdadeiro bom rapaz. Afinal, quem mais daria o fora dizendo que você não é doce de coco, mas enjoou de você? Tem também uma música chamada Preste Atenção, onde ele coloca todo o seu sentimento em forma de poesia. Que coisa mais sentimental! Não acham?

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Nem tudo que parece ser na maioria das vezes é.

video
Neste mês de setembro, muitas coisas aconteceram. Não ficarei falando dos meus sentimentos aqui, pode ficar tranqüilo. Mas, a grande verdade é que este mês consegui me empenhar e terminei de ler muitas coisas e comecei a restaurar uma nova percepção para os meus queridos mitos.
Primeiramente, me empenhei pesquisando imagens. Na verdade, acho imagens de cinema tão bonitas. A fotografia consegue trabalhar bem essa exaltação dos artistas e seus arquétipos. Adquiri mais uns itens para minha coleção (mais dvds sobre filmes noir e clássicos como Barbarella e O Indomado) e claro passei a analisar todas aquelas imagens.
Depois de assistir tantos filmes, e ver inúmeras fotos (e chorar lembrando de tantos finais felizes – que não necessariamente precise ter casamento, mas pode acabar com a morte do bandido), comecei a prestar atenção na música.
Escutei muita coisa, sim é verdade. E percebi que a música também se utiliza de recursos para expressar seus pormenores do qual não prestamos a atenção. Fiquei sabendo, também, de uma organização nos E.U.A, que analisa as músicas e descobrem seu verdadeiro significado (do capeta, não?!) e comecei a traçar uma linha de raciocínio única que com o tempo eu mostro para vocês.
Relembrando alguns termos, pesquisei um e achei melhor falar um pouquinho sobre eles para vocês. O primeiro é a Gestalt, já que foi o que mais eu tive de treinar para elaborar minha linha de raciocínio.
A palavra Gestalt tem origem alemã e surgiu em 1523 de uma tradução da Bíblia, significando "o que é colocado diante dos olhos, exposto aos olhares". Hoje adotada no mundo inteiro significa um processo de dar forma ou configuração. Gestalt significa uma integração de partes em oposição à soma do "todo".
A palavra gestalt tem o significado de uma entidade concreta, individual e característica, que existe como algo destacado e que tem uma forma ou configuração como um de seus atributos. Uma gestalt é produto de uma organização, e esta organização é o processo que leva a uma gestalt.
Dizer que um processo, ou o produto de um processo é uma gestalt, significa dizer que não pode ser explicado pelo mero caos, a uma mera combinação cega de causas essencialmente desconexas, mas que sua essência é a razão de sua existência.
Acharam complexo?
No começo é, porém eu digo para vocês que não é tão complicado assim. Para acabar com os probleminhas que cada mentezinha aí enfrenta, assiste o vídeo ao lado e esqueça os símbolos, mas não o contexto.

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Simplesmente Dylan.


Muitos o acham ridículo. Um velho cheio de blá-blá-blá. Mas a verdade é que ele com certeza revolucionou todo o contexto cultural de uma época inteira. Imagine você que, quando toda uma geração estava escutando Milles Davis e toda aquela efervescência do mundo pós-guerra, ele estava começando a escrever e compor canções com cunho totalmente político. Sempre abordando a temática das questões sociais e raciais. Talvez seja por isso que tenho tanta admiração por ele e, claro, pelo seu trabalho. Bob Dylan nasceu Robert Allen Zimmerman, em 1941 na cidade de Duluth em Minessota, Estados Unidos. No final da década de 50 começou a compor canções folks e apresentá-las em cafés. Desde o ínicio sentiu-se diferente pelo simples fato de ser exigente com as suas canções. Seu repertório era totalmente diferente do que estava tocando de atual nas rádios. Porém sua única certeza era de que, a cultura que existia naquela época estava prestes a ter um fim. E que a sua música folk faria uma transição na cultura mediada. Quando, enfim, surgiram os anos 60, Dylan explorou o universo através das canções de folk que ele compôs. Já que essa era a melhor maneira de explorar o universo, pois estas valem mais do que palavras. Os anos 70 para ele foram de total inovação. Talvez seja esta a minha parte preferida da história de sua carreira. Lançou incontáveis canções e sua parceria com a Joan Baez reafirmou sua carreira como astro pop. Nesta década ele lançou diversos albúns que foram aplaudidos pela crítica musical. Desire de 1976, é um dos meus preferidos. Nele há músicas como Romance in Durango, Sara e claro Hurricane, que na verdade conta o caso de Ruben Carter , que transformaria mais tarde em filme. Os anos 80 foram reveladores para Dylan. Ele começou a rebater tudo que já fora feito na sua carreira. Tanto que revelou que na década de 60 dormia ao lado de uma espingarda para proteger seus filhos e esposa dos loucos hippies que subiam no telhado da sua casa. Anos mais tarde, quando seu filho Jacob Dylan lançou carreira com a banda Wallflowers (com o sucesso de One headlight) ele se negou em ouvir a música da banda. Muitos questionaram esse posicionamento, mas ele com certeza, é Bob Dylan.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Mas afinal, o que as donas de casa desesperadas tem em comum com as desperate housewives?


Todos nós sabemos que neste mundo, sempre foi difícil conseguir identificar o que é legítimo. Pode ser uma história, um documento, uma simples idéia. Depois da revolução industrial e com o surgimento da produção em larga e alta escala, o legítimo realmente deixou de existir e acabou dando espaço para a cópia.
Cópia nada mais é do que a reprodução de um material, a partir de seu original. Nas sociedades modernas, a cópia vem se tornando uma prática cada vez mais freqüente.
A modo de fazer com que existam, em qualquer lojinha de souvenir, reproduções fidedignas de obras de arte, quadros e livros. As banquinhas de feira que vendem cd’s, dvd’s. As impressoras domésticas que imprimem fotografias, que foram parar na memória do pc graças ao uso do cabo USB. Enfim, há uma série de produtos copiados, entre eles, há quem copie também os programas de tv.
Já dizia o grande mestre Chacrinha de que no Brasil, nada se cria, tudo se copia. Eu claro sou uma pessoa que está cansada com as mudanças de grade semanal do Sistema Brasileiro de Televisão. E de ver séries de tv norte-americanas serem cortadas pela metade e dubladas. E o que dizer então dos filmes? A Rede Globo de Televisão consegue transformar qualquer produção de Hollywood, em algo desprezível, já que corta metade dos filmes na hora em que entra aquelas benditas animações indicando a entrada do comercial, que substituíram o saudoso plim-plim. Lembram-se dele?
Bom, cresci assistindo na tv, grandes séries norte-americanas. Cresci e perce
bi que, “Barrados no Baile” na verdade é Beverly Hills 90210; que Um maluco no pedaço nada mais é do que Fresh Prince of Bel Air. E que “As Panteras” na verdade se chama Charlie’s Angels. Falndo nisso, “Jeannie é um Gênio” chama-se I dream of Jeannie; “A feiticeira”, Bewitched e “Plantão Médico”, ER. E o que será que a pobre Lorelai Gilmore, ou em português Lorelaí, pensaria ao ver sua série Gilmore Girls tranformar-se em “Tal mãe, tal filha”. E a Summer de The O.C., personagem de Rachel Bilson, sentiria eca ao ver a sua série sendo anunciada como “Um estranho no paraíso”?.
Não tem, até então, nenhum problema em assistir essas séries dubladas. Mas mudar o nome delas, aí sim é sacanagem.
Mas, o caso mais gritante do momento, até então, está sendo o do seriado: “Donas de casa desesperadas”. Afinal, ele não é uma adaptação, ou baseado na história das nossas
heroínas do seriado Desperate Housewives, do canal norte-americano ABC, que aqui no Brasil é transmitido pelo canal Sony. E sim uma cópia que abrasileirou os nomes das personagens e seus modismos. É tanta cópia que até há um efeito de dublagem. Eca.
A série que conta à história das cinco donas de casa, Mary Alice (Brenda Strong), Bree Van de Kamp, agora Bree Hodges (Márcia Cross), Susan Mayer, enfim Susan Delfino (Teri Hatcher), Lynette Scavo (Felicity Huffman) e Gabrielle Solis (Eva Longoria), que vivem em Wisteria Lane os problemas de toda mulher que, além de muito bem sucedida, ainda cuida das peripécias domésticas, dos filhos e do marido. E se preocupam, claro, com a tentação alheia que neste caso chama-se Eddie Brit (Nicolette Sheridan). Vale lembrar que, ganharam o Emmy, o Oscar da tv, em 2005 e já bat
eu recordes de audiência nos E.U.A.
No ano passado, a Rede TV, começou a transmitir a série, mantendo o nome original, apenas dublando as falas dos personagens. O sucesso, claro que, foi imenso e inesperado. Querendo multiplicar o sucesso, o Diretor da Rede Tv, decidiu comprar os direitos e reproduzir sua série com atrizes brasileiras (alguma delas são a eterna escrava Isaura, Lucélia Santos; Tereza Seiblitz; Isadora Ribeiro e por aí vai), com o mesmo enredo da original. E disse que, continuará exibindo a série norte-americana com dublagem em sua programação. Eu me pergunto: Para que se o enredo será o mesmo? O que as atrizes brasileiras vivem agora, as americanas já viveram a long time ago.
Na verdade ele peca ao fazer isso, pois de qualquer maneira ele tira de si mesmo a essência dos personagens e de toda a trama. Com o tempo, a série brasileira tornará algo vazio, sem objetivo (como aquele ser que Aff!, estuda na minha sala) que fará com que as pessoas deixem de assistir. Portanto, vai ser nessa hora que vou pegar meu balde de pipoca e aplaudir.

terça-feira, 21 de agosto de 2007

“Seja marginal, Seja Herói”. Tropicália? Uóti?


Tudo começou em abril de 1967, com uma instalação no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, do artista Hélio Oiticica que fazia parte da exposição Nova Objetividade Brasileira apresentava um ambiente em forma de labirinto com plantas, areia, araras, um aparelho de TV e o bendito Parangolé (um tipo de obra de arte feita para ser vestida e usada como roupa). O nome para tudo isso: Tropicália.
Depois da invenção de Tropicália a obra de arte, eis que surge Tropicália a música. Criada por um certo jovem, chamado Caetano Veloso. Teve o nome sugerido pelo cineasta Luís Barreto e depois da música, surge o então disco: Tropicália ou Panis et Circenses, que reunia Gilberto Gil, Caetano, Tom Zé, Gal Costa, Nara Leão e os Mutantes. Tropicália sugeria também ser uma moda, um passatempo, um namoro. Foi então que surgiu Tropicália, o movimento.
Para nossa cultura, Tropicália foi algo único, pois pregava o fim da atitude passiva do espectador, diante a obra da arte, reivindicando uma arte que promova uma relação com aquele que a observa. A grande arte é feita quando se constrói relações com quem vê, e todas as diferenças são abolidas. Um exemplo disso é a frase “Seja marginal, Seja Herói” da bandeira, de Hélio, em homenagem ao bandido Cara de Cavalo, assassinado pelo esquadrão da morte.

Hoje, a Tropicália interessa ao mundo, ganhando um tipo de caráter mundial graças à globalização e a Internet. Num mundo cada vez mais multicultural e interativo, a colagem de gêneros e a participação do espectador fazem total sentido. Pois Tropicália é a tentativa de buscar um lugar entre a indústria cultural, a vanguarda e a cultura popular.

Fragmentos retirados da Revista Bravo! – Agosto/07

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

O brega



Quando eu falo sobre cultura de massas, não quero dizer que ela seja obsoleta ou banal demais. Banal a ponto de tornar-se brega. Brega é o substantivo que usamos dentro, da cultura de massas, para designar aquilo que não está mais no auge do momento, ou não causa mais um certo furor dentro de uma determinada cultura.
Crescemos. E quando crescemos, escutamos que ouvir determinado tipo musical ou usar determinada cor de roupa é brega, como se fosse algo ultrapassado. Porém, grande parcela das pessoas atualmente classifica tudo que não faz parte da geração tecnológica como brega. Quem realmente usa e abusa deste termo são os editoriais de moda das revistas femininas que tacham o “certo” e o “errado” da nossa sociedade.
Portanto para acabar com alguns problemas que envolvem esse quesito, entrevisto, minha amiga e ícone da minha adolescência, Pasley Brigitte Portland que nasceu no estado de Nova York, nos Estados Unidos e mora no Brasil há seis anos. Estudante do terceiro ano de moda na Universidade Santa Marcelina de São Paulo e dona de um gosto excêntrico, ela responde algumas de nossas dúvidas:

Obras Primas: Pasley, o que é ser brega?
Pasley Brigitte:
Depende do seu ponto de vista cultural. O brega está em acabar com o glamour dos ícones de qualquer cultura. O desgaste e mau uso da imagem de qualquer objeto que ajuda compor a identidade de qualquer cultura, resulta na questão do brega.
O P: Como você vê, no contexto geral, o brega do seu país natal com o Brasil? Como você relaciona estas culturas tão excêntricas?
P B: Na verdade o que nós temos aqui é que, quem até então vende um tipo de cultura única ou padronizada é o EUA., por saberem talvez utilizar com maior perfeição os instrumentos da cultura de massas exportando seus conceitos para o Brasil. Não sabia nada, sobre a cultura de massas brasileira até entrar na faculdade. Foi na faculdade que eu obtive um conhecimento maior sobre as tendências brasileiras e me apaixonei. Vocês (brasileiros) fizeram novelas como Dancing Days, que massificou e deixou com um jeitinho tupiniquim a cena disco sem banalizar o que realmente era o contexto cultural. Tiveram programas como o Cassino do Chacrinha que vedetizava as dançarinas que, diferente de qualquer outro lugar, possuíam vida própria nas câmeras. Vocês são responsáveis pelo culto de atores como Julia Roberts, Brad Pitt, Marilyn Monroe, Bette Davis...Acho que a única coisa que a cultura americana faz é manter as tradições e criar estes “deuses”.
O P: Mas e a moda?
P B: Moda? Moda qualquer um faz. As tendências é que são efêmeras. Quando eu era criança e morava nos EUA não nos preocupávamos em nos parecer como as atrizes de cinema que faziam sucesso. Aqui no Brasil, país onde passei maior parte da minha juventude, me preocupava mais em criar uma identidade única sem ser objetiva. Hoje, casada e com vários sobrinhos, vejo que muitas crianças crescem bitoladas em tentar ser alguém da televisão graças às mães que não conseguem em sua maioria realizar seus sonhos...
O P: Quer dizer que a sua mãe deixou você então ser criança?
P B: Não só a minha mãe, como muitas outras. Quando se é criança e ainda por cima menina, as cobranças são maiores. Conheço meninas que passaram toda a adolescência frustradas por não saberem ao certo quem são. Engraçado, pois no mundo do cinema sabemos perfeitamente quem era assim...
O P: E voltamos ao intuito de nossa conversa inicial, o que faz, na sua opinião, que alguém utilize os ícones da cultura de massa para criar uma identidade?
P B: O simples fato da imagem que essa pessoa tem em relação ao objeto em questão. Não quero citar nomes, mas, darei um exemplo: conhecemos a Luanna, que é uma garota que batalha, trabalha e faz tudo o que uma mulher do cotidiano faz. Sabemos seus gostos, suas preferências. Portanto, é natural que ela rejeite pessoas que não acrescente um estereótipo que se familiarize com o dela. Quando eu falo em Luanna, vem na minha cabeça à imagem da Audrey Hepburn. Assim quando me olho no espelho, almejo em ser Lauren Bacall, não pelo fato de ela ter sido casada com um homem mais velho, mas sim por ter feito uma carreira brilhante nas telas de cinema. Agora quando falamos sobre Marilyn Monroe ser algum exemplo em estilo, sempre olhamos como algo pejorativo. Mas devemos lembrar que ela era esperta o suficiente para ter que lançar um estilo que não lhe agradava e sair dele quando bem entendesse. Pois como foi dito no caderno Cotidiano, no jornal Folha de S. Paulo, pela jornalista Adriana Küchler, as últimas fotos de Marilyn para a revista Vogue traziam alguém muito mais Norma Jeane, menos diva.
O P: E qual é a relação estabelecida com o brega?
P B: Várias. Tanto que é aí que, na minha opinião, mora o perigo. A pessoa que não possui uma certa noção e se utiliza todo o artifício oferecido pelo seu ídolo, acaba virando algo obsoleto. Lembra-se dos clipes da década de 80? Ou até da cantora Rosana? Pois então, a música “O amor e o poder”, sem sombras de dúvidas é maravilhosa, mas o estilo Rosana de se vestir e agir estão apagados por terem sido explorados até o último. Um exemplo universal (para os leitores não pensarem que não falo dos conterrâneos) é o estilo Madonna dos anos 80. Imagine se ela continuasse do mesmo jeito hoje em dia. Se você perceber a sua filosofia musical é a mesma, mas a parte de estereótipo mudou 100%. Agora quem ficou nas ruínas foi Cyndi Lauper que permanece, até hoje não importa em qual cultura, como a garota de “Girls just wanna have fun”, de cabelos vermelhos, sombracelhas descoloridas.

Pasley Brigitte Portland, tem 21 anos, natural de Albany, capital do estado de Nova York. É casada e sua mãe é bailarina e professora de danças do SENAC de São Paulo. Contato: pasleyportland@gmail.com

sexta-feira, 13 de julho de 2007


Ai que loucura! É assim que a emergente carioca Narcisa Tamborindeguy (se é assim que se escreve), expressa sua felicidade. Mas o fato de eu ter citado essa frase aqui é que neste exato momento só ela realmente sintetiza, realmente, o que foi este semestre para mim. De todas as etapas na faculdade, esta foi a que mais marcou minha trajetória nos estudos. Jamais pensei que teria tanto desempenho aqui neste blog que surgiu como um simples dever, uma nota para um simples trabalho e ganhou uma função, uma identidade única. Agora que vou sair de férias quero deixar claro que ele vai ganhar uma cara nova, uma nova estética para demonstrar o valor que ele expressa neste trio, ou melhor, quarteto que se une cada dia e cada vez mais. Foi ótimo trabalhar com a Dani, apesar de nossas sutis diferenças, chegávamos a um consenso maravilhoso e perfeito. Tantos dez na média foram o reflexo desta união que contabilizou esforços e um amadurecimento. Sobre a Luanna eu já não tenho muito que dizer. Apenas digo que minha consideração e amizade por ela aumentaram ainda mais. Saindo deste circuito, quero dizer que me tornei fã dos panquecas e que o Cláudio vai ter um espaço dedicado a ele no museu da cultura de massa, que está com um acervo interessante e bárbaro. Que o Michel pode se tornar alguém de muita opinião e que a Liana tornou-se minha vedete preferida. Ah! Não posso me esquecer de dizer que a Mayumi é a minha nova musa parnasiana. A pesar de eu não me dedicar a sua essência como eu deveria estar fazendo quero que ela saiba que já está no meu S2 (Quem mais lê Almeida Garret?) E por último ao homem que nos tirou da argila, nos moldou e deu o sopro essencial em nossas vidas. Não estou falando de Deus e muito menos de Humphrey Bogart, mas sim do Zé que não nos desanimou em nenhum momento. Ensinou a todos nós que a Universidade é um lugar para formar opiniões e não aceitar aquelas que já são pré-fabricadas. Antes de terminar, eu mando um beijão a Tathi Amorim que, afinal de contas é a grande obra prima do nosso blog. Até agosto gente, pois ainda temos muito mais para aprender e ensinar.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

A aventura de criar outra vida melhor - o que está por trás do Second Life


No mundo todo, 6 milhões de pessoas já embarcaram na mania da segunda vida, experimentada apenas na tela do computador. Entenda o que é o "metaverso" - esse universo virtual - e o que pensam dele seus residentes e diversos especialistas

A última paixão a se espalhar pela internet chegou ao Brasil em abril com a ambição de se alastrar mais rápido que o site de relacionamentos Orkut, mania nacional. O Second Life (SL para os íntimos) tem hoje a maioria de seus adeptos nos Estados Unidos, país de origem de seu criador, Philip Rosendale, e da empresa que o produziu, em 2005, a Linden Lab. Mas cresce a cada dia o número de brasileiros seduzidos pelo jogo cheio de controvérsia. A primeira: "jogo" não é a denominação aceita nesse território em três dimensões. "É que um jogo tem objetivos definidos", diz Emiliano de Castro, diretor de marketing da Kaizen Games, que em parceria com o IG lançou a porta de entrada brasileira esperando ampliar os 250 mil usuários para 2 milhões em um ano. Emiliano apresenta o site Second Life Brasil como "um universo dentro de outro universo" e tenta enobrecê-lo ao afirmar que o "metaverso" oferece aos "residentes" (os usuários) a oportunidade de constituir, de fato, uma segunda vida, onde é possível trabalhar, namorar, estudar, criar produtos, vender, comprar... Além disso, o freqüentador pode fazer o quiser da sua existência. Até voar: basta clicar no lugar certo para se teletransportar entre Copacabana e Amsterdã, ali representadas.
Quem entra no SL troca a condição de humano pela de avatar - termo hinduísta para nomear um ser transformado em Deus, que passou a designar o bonequinho construído com base no que o internauta gostaria de "ser" e "ter" ao reencarnar" online. É justamente aí que está a graça... e também o combustível da polêmica. Ficar horas arrebatado pelas delícias da vida imaginária sob um pseudônimo é ou não prejudicial?
No Second Life, quem é feinha vira uma deusa se caprichar no autodesenho"; quem tem emprego maçante talvez arrume um mais divertido; as solteiras podem casar na tela; e as casadas têm chance de arrumar outro marido virtual. A psicóloga Carla Witter, doutora em mídia pela USP, afirma que o SL estimula o princípio do prazer, inerente à psique humana. "Ele facilita a projeção para uma vida que pode ser mais saborosa do que a real e ainda atua como válvula de escape. Teletransportado para o mundo ideal, o jogador se desliga", diz. "Não vejo problema se isso é feito por diversão. Mas chama a atenção o fato de os donos do pro grama estarem tão preocupados em tirar dele o rótulo de jogo. O SL pode ser tudo menos uma vida real."
Vale lembrar que, como reina o espírito capitalista nesse metaverso, ninguém faz sexo sem pagar. O avatar "nasce" desprovido de órgão sexual e precisa comprar um em loja especializada - um dos atrativos do SL é implantar novos negócios. A economia tem moeda local, o linden dólar, comprado com cartão de crédito ou boleto bancário. No fechamento desta edição, cada dólar (de verdade) valia 267 linden dólares. Todos chegam pobres e devem trabalhar (ou ser espertos) para adquirir carros, casas e paraísos na praia. Só fatura alto quem faz da "segunda" a sua primeira vida, caso da rara milionária da comunidade, a chinesa Ailin Graef, que faturou 1 milhão de dólares de verdade vendendo terras de mentirinha. Depois disso, arquitetos, estilistas, advogados e empresas como a Petrobras, Volkswagen e a agência de notícia Reuters "abriram" uma filial virtual. A
VIP, da Editora Abril, é a primeira revista brasileira a reportar o que ocorre lá. Aliás, há de tudo: depois do comércio liga do ao sexo, o segmento mais aparente é o terceiro setor - Greenpeace e ONGs de apoio a portadores de câncer já fincaram bandeira.

sábado, 23 de junho de 2007

Marilyn Monroe III: O fim

O que é real? Talvez seja este o grande segredo atrás de um mito. Seja ele criado para ser uma simples metáfora na sociedade ou para acabar com os transtornos do dia a dia.

Porém, ao certo, no fundo de cada um de nós existe algo que quer extravasar os limites da alma e da razão. Não existe, de fato, um início, meio e fim para analisar as demais extravagâncias de nossa existência.

O nosso corpo fala, e necessita almejar o exterior de tudo o que nos rodeia. Serve para alimentar o nosso ego. Quem nunca sonhou em ser artista de cinema? Ou colou um pôster na parede?

Mártir, loquaz, instigante, fútil. É assim que definimos essas neuroses contemporâneas. Incitadas em nossos íntimos, guardadas a sete chaves, em absoluto anonimato para quem sabe, um dia virar pitoresco e ser consagrado.

A verdade mesmo é que temos vários rostos para inúmeras facetas. E que a nossa única hora, segundo Clarice Lispector, é sem dúvidas quando batemos a cabeça na sarjeta. Somente na morte somos protagonistas e viramos estrela dignas de vedetização.

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Marilyn Monroe II: Ascensão


O cotidiano poderia tornar-se clássico? Esta pergunta não existiria sem que sua principal peça chave, o objeto de estudo e análise, fosse catalogado e classificado dentro de um universo. Com a existência de Marilyn Monroe, ficou fácil ter que retratar o humor chulo e mal intencionado do popular no cinema. Talvez pela primeira vez na vida, o telespectador teve realmente a sensação de que aquilo, com certeza, fazia parte de seu conhecimento de mundo.
Talvez seja por isso que seu rosto tenha virado um ícone para as massas. Ele estampou tudo o que tocava. E diferente da magia de Audrey Hepburn (que imortalizou as grandes marcas universais) Monroe imortaliza a linguagem juvenil, o tom da paródia e acima de tudo o da comédia.
O estereótipo “lôra burra” existe graças a ela que, fez desse uma sátira social. Estava na hora de dizer basta a política, a guerra dos homens que é totalmente suja e sem razão; chega também daquele papo cabeça e de romances parnasianos dentro do cinema. As pessoas precisam se divertir. É este o verdadeiro papel dos meios de comunicação de massa. Eles servem apenas para isso e nada mais. Porém grande parcela da população não tem este conhecimento sobre tal equipamento e então fica difícil tratar a diversão como diversão.
Os excessos de informações e de significados que ela passava através de seu estereótipo eram interpretados de diversas maneiras. Aquela velha história já dita anteriormente: um gesto (ou um signo) vale mais do que mil palavras. Portanto o que era para ser um drama acabou virando uma comédia. O que era para ser uma grande afronta virou uma critica. Todos a viam como um ser superficial, mas ela era muito inteligente para conseguir cair nas garras do público e virar um referencial de personalidade status.
É uma pena as pessoas pensarem que esta mulher foi algo fútil. Na verdade ela foi mais inteligente do que muitos imaginam.

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Marilyn Monroe I : O Mito


Antigamente, o cinema abrigava milhares de estereótipos para designar quem fazia o papel de que. Havia quem fizesse o papel de bom moço (Cary Grant), o de desorientado (Paul Newman), de mocinha indefesa (Vivian Leigh), de pecadora (Rita Hayworth) e a que, com certeza, fariam qualquer mamãe aceitar como nora (Audrey Hepburn). Portanto o cinema sempre tinha uma referência para designar um ator e sendo assim, identificar este dentro de uma determinada sociedade. Acontece que, um belo dia, Norma Jean cansada de seu serviço em uma fábrica decidiu seguir um conselho de alguém muito mais velho do que ela. Alguém que, lhe chamou de linda somente para dar-lhe uns pegas. Norma que, havia sido criada em um orfanato e teve um casamento arranjado com alguém que nunca havia visto, decidiu rumar para Hollywood e assim criar uma carreira no mundo glamuroso do cinema. Escreveu uma carta para o então seu marido que estava em combate na guerra e decidiu ali mesmo, por fim em tudo e pedir o divórcio. Para ser aceita por todos e todas, ela decidiu fazer de si mesmo um diferencial. Decidiu acabar com suas madeixas escuras e longas, cortando seus cabelos em formato chanel e tingindo-os de loiro. Com uma simples pinta no lábio, estampou seu cartão de visitas. E a inteligência? Bom, as mulheres naquele tempo já adoravam uma DR, então pra que agradá-las sendo que, a última vontade a ser feita é sempre a do homem. Com uns retoques ali, uns textos aí e encaixando o sobrenome da mãe aqui, foi então que nasceu Marilyn Monroe. Marilyn não se importava com as críticas. Na verdade o que ela queria mesmo era apenas estar na mídia e sob os holofotes. Fazia o famoso papel bom de mais para ser verdade, ingênua, mas gostosa, burra, porém sexy. O preferido de zilhões de mocinhas que ficam conhecidas, hoje, por fazerem o tipinho lôra burra. Tipinho este que era para ser uma sátira e acabou virando referência social. Norma vivia assim para esquecer seus problemas e conflitos. Dentro do cinema ela era Marilyn: engraçada e totalmente estonteante. Já fora delas, sofria por ter um passado amargo e muitas desilusões amorosas. É difícil dizer, mas para muitos, a visão é de que ela oscilava sempre entre o drama e a comédia. Na verdade, o que ocorreu é que ela virou um ícone dentro de uma sociedade pós-guerra consumista. Ela deixou de ser uma mera atriz para tornar-se uma formatadora de valores sociais. Estampou seu rosto em reclames (a avó da propaganda). Todo este processo de vedetização fez com que seus fãs não quisessem saber dos problemas de Norma, mas sim só das alegrias de Marilyn. Pergunto: tem coisa mais triste do que viver com uma máscara no rosto? Portanto, ao falar de Marilyn, devemos lembrar que sim: ela é um Mito. Na verdade ela nunca existiu. Quem realmente existiu foi Norma Jean que deu vida a um dos ícones da cultura de massa e que não agüentou a tarefa de ter que agradar gregos e troianos.

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Mischa x Marissa: Choose one.


Atualmente uma coisa me deixou muito chateado, na verdade foi o fim do seriado The OC. Como qualquer outra pessoa eu torcia tanto para que a Marissa Cooper – Coop pra quem é – desse tão bem na trama adolescente. Afinal, assisto isso desde o segundo ano do colegial. Mas a verdade é que Marissa Cooper abriu as portas de Mischa Barton, a jovem inglesa de 21 anos que surgiu debaixo da cama no filme Sexto sentido. Mischa virou ícone da geração que em 2003 estava no colegial, tinha problemas com os pais e achava-se incompreendida pelo mundo. Só para ter uma noção das atitudes da personagem, na trama, ela se dopou de medicamentos e teve uma overdose, atirou no cunhado para proteger o seu amor, virou alcoólatra, roubava e fazia outras coisas também. O interessante é que enquanto a maioria pensava que o seriado girava em torno das tramas de Ryan, vivido por Benjamin “Ben” Mackenzie, comprovou-se que sem a moçoila na trama, ele é um nada. Para constatar sua força de atuação, a última temporada do seriado acabou com muitos capítulos a menos do que o esperado. Seu acidente também não foi lá àquelas coisas, o que deixou muitos telespectadores decepcionados. E a produtora do seriado recebeu inúmeros abaixo-assinados para que ela, de qualquer jeito, voltasse a trama. O difícil é ver que fora das telas ela ainda carregava consigo este estereótipo de problemática. Deixando seus fãs e respectivamente os pais desses, em dúvida. O que claramente me fez lembrar as histórias contadas por vovó sobre a Norma Jean, que para esconder suas aflições decidiu virar Marilyn Monroe. Acontece é que o público, ainda, em sua maioria, não vai conseguir enxergar por um bom tempo a atriz. Todos remeterão a sua figura com a personagem que lhe deu fama, fazendo com que sua vida e carreira possa oscilar sem ter nenhum ponto de equilíbrio entre as duas forças. A grande culpa de tudo isso é do próprio público que faz com que o ator fique preso ao personagem. Vale lembrar que além der ser fã da série sou fã da atriz, Mischa Barton, e não da personagem vivida por ela que era totalmente problemática como qualquer um de nós, reles mortais. Ela pode ter dado vida ao personagem, na verdade esta era função dela no seriado. Mas seria errado pensar nela 24 como a personagem, pois ela é um ser humano e tanto. Mais pra frente eu ensino vocês a separar o joio do trigo. Aguardem.

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Le Rouge - Chanel

Como a mente humana pode manipular pequenos objetos tão óbvios?
É claro que para funcionar tudo isso, existe uma ferramenta chamada subconsciente. E quem produziu este filme sabe muito bem utilizar tudo isso.
A produção do filme conta com as mãos de uma equipe francesa. Os franceses possuem o estereótipo de quem vive fazendo mímica em cafés e adoram falar sobre sexo. Para provar, é só lembrar de Jane Birkin e do Serge (não me lembro agora) cantando aquela musiqueta sem vergonha que perpetua nossas cabeças até hoje. O fato é que, querendo ou não, eles (os franceses) ilustraram isso muito bem no vídeo deles. Até hoje os anúncios da Chanel que eu havia assistido, traziam Nicole Kidman imortalizando o famoso perfume Nº 5. Perfume este que hoje tem fama graças a Marilyn Monroe, que revelou dormir apenas com duas gotas dele em cada lado do pescoço. Mas, enfim não havia assistido nada deste tipo.
Muitos poderão pensar que estou fazendo drama com tudo isso. Vão pensar que não há nada demais naquelas cenas. Talvez para você que pense assim realmente não há. Já para mim...
O fato de ela estar seminua no filme, já me levou a interpretar que, no mínimo, ela seria uma fantasia dele. Sim dele, o homem que aparece no filme, do pescoço para baixo, que deve ter por volta de 30 a 40 anos e que necessita viver intensamente essa aventura.
O lençol que a envolve é de cetim. Cetim dourado e prateado representando o luxo. Pois de vulgar, a Chanel não tem nada.
Ela aparenta ser bem nova. Na minha opinião ela encarna a Lolita de Vladmir Nobokov. Porém ela remete a um dos mais clássicos estereótipos: o estereótipo da juventude que demonstra o quanto à marca Chanel é jovem e não fica obsoleta (como também a fantasia de fundo para o filme).
Ela quer sentir a emoção da nova sensação de introduzir isso a fundo. Em outras palavras ela está pronta para perder a virgindade e nada mais. Os novos conceitos femininos desabam no momento em que ela deixa ser tratada como mais uma, sem nenhum diferencial, para cair nas garras da sedução e transformar-se em vulgar. Liberdade de expressão? O que adiantou queimar vários sutiãs em praça pública, para mostrar anos depois que a mulher ainda regride e perde seus valores?
Quando ela vence a tão acirrada disputa, ela prova do veneno, demonstrado ali em cor forte e vibrante. Cor essa que remete ao pecado. Lembrando que, segundo Edgar Morin, tudo isso está inserido dentro do contexto do Eros Cotidiano, que promove por meio de outros apelos a promoção do produto em questão. Desde quando você, mulher, vai sentir a necessidade de comprar um batom vendo cenas tão cruas, fortes e nuas.
Agora depois de ler tudo isso, acesse o vídeo na página da Chanel:
http://uma.chanel.com/home.php

Lembrando que no exterior, a sétima arte aí está sendo censurada... E aqui, será que vamos ficar sem ver cenas tão reais de sedução?

Em homenagem a Ana Kalassa. Professora que me ensinou tudo sobre Morin, Mitologia Publicitária e outras personalidades. Serei eternamente grato.

O poder do amor (II)


Depois de uma semana afastado, envolvendo-me cada vez mais com as provas parciais da faculdade, procurei analisar a visão do amor nos olhos da população. E descobri que até McLuhan participa disso tudo para exemplificar as palavras que define esse tão poderoso sentimento que é o amor. No filme Annie Hall, da década de 70, produzido e contracenado por Woody Allen, o amor deixa de ser algo impossível e mitológico e transforma-se em algo muito mais racional. Traduzido para o portuga brasileiro, o filme ganha o título de Noivo neurótico, noiva nervosa. E para mostrar que ele é bem neurótico, Annie Hall é vivida por Dianne Keaton, um ícone do cinema underground da década. O filme leva em consideração a semiótica, portanto é importante que você preste atenção nos pequenos detalhes que aparecem no decorrer da história. O principal fundamento do filme é fazer a metamorfose do amor, transformando-o em algo real e muito mais confuso do que simples gestos e estereótipos. Cada um tem a aquilo que lhe convém. O amor surge como uma metáfora e transforma-se em algo realmente tangível. Ele está presente nas ações de Annie quando solteira. Porém, quando ela conhece Alvy, vivido por Woody Allen, eles percebem que precisam compartilhar suas diferenças que, no filme, são simbolizadas a partir dos livros do casal. Vale observar que em todo o filme eles vendem uma cultura culta e elitizada, composta de cinema, galerias, teatros entre outros. Os livros de Annie são expressivos, divertidos e os de Alvy, em sua maioria, são dramáticos e sempre falam sobre a temática da morte. Quando se separam fica evidente qual livro é de quem, pois se percebe que Annie tem muito mais vontade de recomeçar de novo a trilhar um caminho do que, seu companheiro. As emoções são muito mais adultas do que em qualquer outro filme. Fazer sexo com alguém que verdadeiramente amamos pode ser uma experiência Kafkiana. Assim como aprendemos a conviver com os erros e defeitos de quem amamos e passamos a incentivar seus atos para que se tornem pessoas muito melhores do que nós. Mais do que qualquer outro filme, Annie Hall existe para demonstrar que todos nós dançamos conforme a música. Quando não podemos mais, o melhor é ser sincero e fazer com que o outro possa voar. Pois o amor existe para transformar os seres humanos normais em pessoas reais. As emoções existem para serem vividas e compartilhadas.

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Bronca!


Quero ressaltar o que já foi dito pela Tatiana no Paísubúrbio:
- EU EXIJO E QUERO QUE VOCÊS, LEITORES OU NÃO, COMENTEM!
Saiba que não me importa se você sabe ou não sobre o que eu, a Luanna ou a Danielle (imagine isso sendo dito pela madrasta da Cinderella) escrevemos ou pensamos. Na verdade queremos que você expresse seus pensamentos através de palavras e veja o tão capaz que você é para falar sobre coisas que enriquecem o nosso cotidiano, seja ele 1.0, 2.0, 3.0...
Portanto agora não tem mais perdão e xurumelas. Acessou? Comente!
É rápido, fácil e indolor. E garanto que fará três seres humanos muito mais muito mais críticos, sensatos e felizes.
Portanto,
Comente djá amigo. Djá.
XD.

E para ressaltar, gostaria de dizer que já há 1984, de Orwell em filme. (êba!).

O poder do amor. (I)



Tanto na vida real, como nos filmes vemos que vários sentimentos são massificados e introduzidos em nosso cotidiano. Falamos sobre a promoção dos valores femininos, os valores masculinos. Agora chegou a vez do amor.
O amor é freqüentemente veiculado nos filmes. É talvez um dos sentimentos que foi mais difundido e massificado e, contudo, processado e humanizado para que nós, consumidores dos produtos culturais, não ligasse para a sua essência ou forma. Mas sim, preocupar-se somente com a questão de introduzi-lo as nossas vidinhas kinder – ovo (cheio de surpresas).
Mas o que me chama mais atenção neste aspecto é a forma que ele absorveu para, enfim, veicular-se e tomar formas distintas. O amor é de natureza e forma femininas (no campo da propaganda). Ele mexe com a cabeça dos homens que são tórridos machões de primeira linha. E dizem nunca chorar por amor.
Portanto para aguçar estes fatores, selecionei três garotas que fizeram polêmica durante seus anos de glamour no cinema de Hollywood para veicular e transmitir os diversos truques da conquista. Confira aí:

Olhos que jamais mentem
Bette Davis

Bette Davis virou um marco, por ter um dos traços mais marcantes em sua fisionomia, os olhos. Estes que fizeram a cabeça das pessoas. São puxados, amendoados, mas nada oriental, que exprimem convicção e clareza. Há verdade em seu mísero olhar. Há paixão nestas íris que dilatam ao ver o rapaz de interesse. Este simples detalhe exprimiu com força muitas emoções, palavras e sentimentos profundos e maravilhosos.
O mais interessante é que, em seus filmes, seus olhos falavam por si mesmo.Você automaticamente já sabia o que viria acontecer no próximo take, pelo simples fato de olhar nos olhos de Bette. Eles viraram referência e até música na voz da cantora Kim Carnes. Vale a pena assistir Mulher Marcada e o clássico O que aconteceu com baby Jane? (onde ela contracena com uma de suas maiores rivais no cinema) Dois momentos diferentes de uma das atrizes que além de talento, tinha a mais bela porta da alma.

Gestos que dizem tudo
Rita Hayworth

Nunca houve uma mulher como Gilda. E também nunca houve um ator como Glenn Ford para levar o tapa magistral do cinema. De eterno bom gosto e gabarito, este gesto entrou para a história do cinema.
Rita em grande parte de seus filmes nunca foi do tipo de fazer o papel da mulher casada, dona de casa com filhos e família. Ela possuía desejos e vontades próprias. Seus filmes são maravilhosos. Neles ela canta, dança, usa de seu charme e conquista todos os homens que ali estão. No filme Gilda, ela canta uma canção chamada "Put the blame on Mame", que conta à história de uma moça que é contra as convenções da época. Mas o charme com que ela canta é extraordinário. E fora que há jogadinha de luvas, jogada de pernocas, enfim tudo para conquistar os mais fortes e duros corações. Haja charme e simpatia. Assista e admire a Gilda e Sangue e Areia.

Ingenuidade ilusionária
Lauren Bacall

O mito do cigarro em pessoa tem a fala mais mansa que os ouvidos masculinos já escutaram. Lauren vende em seu corpo de inocente as mais verdadeiras insinuações sobre as famosas segundas intenções. Imagine a cena: jovem, loira, saudável, bela e atraente pára em frente aos homens de uma determinada idade (para não dizer quarentões, cinquentões e sessentões e nós rapazes jovens não nos decepcionarmos) pronta para perguntar:
-Alguém tem fogo?
É mole? É claro que o tiozão Humphrey Bogart (do clássico com Ingrid Bergman – Casablanca) acende para a nossa doce garota o cigarro que ela possuía na boca. Creio que depois que vi essa cena, de muito bom gosto e fotografia, passei a admirar muito mais os sistemas de semiótica. E para quem não sabe, foi ela que introduziu a imagem da mulher fumante no cinema. Vendendo a imagem de liberal, inteligente e (claro) atraente. No final de To have and have not, eles se beijam, abraçam e se amassam. E claro que isso é bem coisa de filme, atualmente uma cena dessas iria ser interpretada como suborno ou interesse (da garota, claro, que por ser mulher iria ser tachada de nomes feios). Mas como ela ainda está viva e possui outros filmes muito mais legais, você encontrará esta jovem e deliciosa senhora nos filmes A reencarnação e Dogville. Ah! Não se assuste com a forma. É que com o tempo, ousamos murchar um pouco. Mas como ela é um mito, terá sempre a forma jovial com que meus olhos a despiram pela primeira vez. Saudades.


Em homenagem ao pai da Tatiana. Este com certeza sabe muito bem a essência do amor, produzido por mulheres destes estereótipos.

sábado, 14 de abril de 2007

Blogando por aí!

Ensaiei diversas vezes como seria meu primeiro post no tão renomado Blog:
O-prima.blogspot.com, primeiramente vou ser sincera, não planejei nada em especial para esta ocasião, para as demais sim! Nesta gostaria de me expressar livremente, através de anseios, desejos e sentimentos.

Mas como esse é o tão esperado post de Luanna, lá vamos...
Afirmo e reafirmarei, estou gostando muito dessa idéia de escrever e participar desse meio de expressão que é o Blog. Não sabia que seria tão divertido e ao mesmo tempo instrutivo, por que no fundo estamos usando as técnicas da Teoria da Comunicação! Que afinal, são muitas, mas eu acredito que a vedete no momento seja essa onda de ‘ Second Life’, ‘ Web 2.0’, ‘ Cibercultura’ e demais modernidades que insistem em dominar nosso cotidiano sem que percebamos e que por fim está acontecendo sem que muitos de nós (estudantes, blogueiros, ou afins) notamos de maneira direta. Oras esses processos de transformações urbanas também fazem parte da Cultura... mas esse é um assunto que pretendo trabalhar com o decorrer dos Links, desculpe, do tempo.

Afinal de contas, quero deixar bem claro a todos que, a cada dia que se passa cresce uma infundada paixão... Essa que por sua vez, encanta a todos com suas chamadas, anúncios, cartazes, outdoors, folders... Sim é ela... A Publicidade... São elas... Publicidade e Propaganda! Curso do qual tenho o maior orgulho de fazê-lo e futuramente de exercê-lo como profissão. Esta por sua vez, consegue literalmente “dar asas” a imaginação de pessoas como eu... Que vivem no Fantástico Mundo de Bob...

Bem pretendo finalizar, antes que fique chato e eu fique sem assuntos, (risos)... Agradeço todas as oportunidades divinas e humanas por fazer o que eu gosto! Agradecendo a criatividade que me surge a cada instante, ao Profº José Renato Salatiel (com a idéia brilhante do Blog), aos meus queridos companheiros e amigos: Danielle Lima e Diego Augusto! Espero ter expressado o que penso e do que gosto! Prometo que haverão próximas...

Então amigos dos: Ciberespaços, Cibernéticos, Cibernautas, Web 2.0, Cibercultura, Hipertexto, Blogs, Blogueiros, Afins, ou curiosos... Um Grande Abraço! Até Breve!

P.S: Afinal o que nos reúne é a paixão pela Publicidade e Propaganda

Luanna Palmeira

Fim-de-semana memorável.

Bom moçadinha, depois de uma semana cheia de histórias sobre cinema e outras coisinhas a mais, faço uma postagem mais charmosa neste fim-de-semana. Bom, conversando mais uma vez com a eternamente musa inspiradora Tatiana, criadora não só do meu universo filosófico mas também do Paísubúrbio, chegamos a seguinte conclusão:
- Como escutar música faz bem.
Mas respeitando nosso gênero musical preferido, falamos que o rock faz muito bem para a alma. Eu então cheguei a seguinte conclusão: O melhor do rock, com certeza, é a voz. Melhor ainda quando é feito, em sua maioria, por mulheres.
Mulher inspira vaidade, glamour e charme. Mulher no rock é muito mais espontâneo. Há graça em ver mulher fazendo um som pesado e empolgante. E dentro de cada gênero musical, há uma representante de altura para todos os gostos. Conferimos algumas ladies e suas bandas que mudaram o rock e toda a sua filosofia no hemisfério norte, no século passado. Garanto que, em breve, farei uma análise sobre o rock em nosso mundinho sul-americano. Ok? Então vamos:

Década de 60:
Janis Joplin
Grande expoente e representante do movimento paz e amor que prevaleceu nos anos 60, Janis e sua voz maçante virou ícone no movimento que defendia o feminismo. Liderava uma banda e tinha um dom para escrever canções que até hoje são lembradas em qualquer luau de faculdade. Vale a pena escutar Mercedes Benz e Me and Bobby McGee.
Jefferson Airplane
É uma banda com o nome de homem. Há homens tocando também. E há a vocalista,Grace, que é uma jóia. Durante todo o movimento psicodélico de São Francisco, sua voz tão serena e calma chegava ofuscar nossos ouvidos fazendo com que nossos ideais sejam superados e vencidos. Ela é a voz por trás do filme Apocalipse Now, que ficou famoso por retratar a guerra do Vietnã. Vale a pena assistir o filme e claro, escutar White rabbit e Somebody to love.

Década de 70:
The Runaways
Em meio ao hardcore progressivo e totalmente masculinizado pela própria sociedade, a mulhegada saiu da cozinha, largou o pano de prato e começou a fazer rock com um gosto maravilhoso. Se o Black Sabath alucinava a galera com músicas sinistras e macabras, elas com riffs rápidos e alucinantes transformaram a cena. Os destaques ficam para Lita Ford, loira, alta e sex symbol da geração riott girls, e Joan Jett que conseguiu brilhar intensamente nos anos 80 com os The Blackhearts e em carreira solo. Vale a pena escutar Cherry bomb.

Blondie
Banda da eterna mãe do punk, que teve suas origem nos states (mais precisamente no CBGB’S de Nova York), Debbie Harry, o Blondie foi uma das bandas que mais fizeram sucesso dentro de sua cena. E que imortalizou e deu glamour ao estereótipo feminino no rock. Debbie fez sucesso e fama com músicas que tinha um ritimo doce e dançante, mas com letras totalmente poluídas e nada recatadas. Seu sucesso nas rádios brazucas se deu a partir do som de Heart of Glass, tema da novela Pai Herói. Mas limpe os ouvidos e escute Hanging on the telephone e One way or another. Clássico absoluto.

Década de 80:
Heart
Como a cena no início da década de 80 imortalizava a idéia do rock farofa (tente pesquisar no Google Motley Crue nos anos 80 e procure pelas vestimentas de Tommy Lee – o mesmo de Pamela Anderson – e veja se não há uma semelhança entre ele e a atriz Cláudia Raia na época da novela Cambalacho. Lembrou da Tancinha?) elas apareceram em trajes nada convencionais e fizeram a cabeça de muitos nesta época. Liderando outras cabeças de bode, as irmãs Wilson imortalizaram as guitarras em forma de relâmpago que combinavam perfeitamente com os brincos em forma de raio. Em seus clipes (o grande boom na época era fazer videoclipes) eram divinos. Tipicamente exorbitantes e oitentistas. As melhores baladinhas românticas são sim delas. Vale a pena ouvir What about love e If looks could kill, esta sim é um clássico.

The Pretenders
Banda da majestosa, encantadora e ativista ecológica Chrissie Hynde, o Pretenders também fizeram história na década de 80. Chrissie tem um ótimo gosto para escrever músicas que são um marco na carreira da banda. São lembrados pelo hit Don’t get me wrong. Porém seu visual único e seu poder de liderar os homens daquela época (e o respeitoso fato de ter casado, na época, com o vocalista do Simpleminds – aquele que canta: don’t you forget about me...) fez com que suas músicas estourassem no mundo inteiro. A essência da banda está em Middle in the road e Light of the moon. Ressalto também que ela é parecidíssima com a Rita Lee. Confiram.

Década de 90:
L7
Uma das bandas que surgiram na cola do Grunge da década de 90, essas meninas fizeram história no mundo da música. Totalmente rebeldes e às avessas, elas iniciaram a volta da cena feminina com sons pesados. Não ligavam para beleza, mas mesmo assim revolucionaram muita coisa no mundo da música (a sigla L7 feita com os dedos da mão lembra a forma de um quadrado, quebrando então todo o tipo de papo que existia até antes delas). No Hollywood Rock, evento musical brasileiro do ano de 92, elas bateram uma nas outras, se autoflagelaram no palco. Porém fizeram um som legítimo e de primeira. Vale lembrar e também escutar Monster e o hino: Pretend we’re dead.

Elastica
Banda da mulherzinha do vocalista da banda, de britpop e rival mortal do Oásis, Blur, o Elastica teve um sucesso momentâneo e instantâneo. São mães da música Connection, talvez a única música reconhecida por grande parcela da população. O fato de terem ficado na mídia por bastante tempo, deve-se a discussão gerada entre um dos irmãos Gallagher (do Oásis – aiai) que disseram acha-la muito gostosa (hahahaha – conta outra) alfinetando, assim, seu namoradinho (Damon Albarn). O fato deu muito pano pra manga e fez com que elas ficassem na mídia e fossem muito lembradas.

Garbage
Banda da única garota que fica feliz quando está chovendo, Shirley Manson que tem como integrantes, os caras que levantaram e descobriram o Nirvana. Seu som é ácido e sua postura muito mais doida ainda. Eles fizeram sons que até Deus e o Diabo duvidam. Os cabelos ruivos da vocalista são inspiradores. E suas músicas um soco na barriga. Escute Only happy when its rains e Stupid Girl. Com certeza você irá gostar.

Hole
Banda de Courtney Love, heroína (e dependente de) e mãe da filha de Kurt Cobain do Nirvana.É odiada por 99% dos fãs da banda de seu ex-marido (se é que realmente foi). Mais mesmo com ou sem Q. I (quem indica) musical conseguiu fazer carreira e músicas belíssimas na década de 90. Melhor do que as músicas da banda, era a beleza de Melissa Auf Der Maur, que tem carinha de anjo e jeito de demônio para o rock. Para sentir seus riffs e batidas escutem, faz favor, Malibu e Celebrity skin. A carreira solo de Courtney não é legal, mas em compensação a Melissa manda bem e faz de Followed waves um som instigante. Escutem.

Cardigans
Banda da loirinha européia de descendência escocesa Nina Person, o Cardigans também fez sucesso já na segunda metade da década. O som é de extrema delicadeza e as letras são sobre coisas simples. Seus hits sempre foram trilha sonora de filmes, novelas ou seriados de TV. Há quem diga que eles são muito comerciais, mas garanto que é bom escutar o som deles e a voz dela. Pesquisem sobre seus sons e procure como ponto de partida Erase-Rewind, My favourite game e Lovefool (de preferência, a versão que eles tocaram no seriado Barrados No Baile – Beverly Hills 90210).

No Doubt
Banda de Gwen Steffani, o camaleão de saia, o No Doubt fez sucesso e carreira quando o mercado já parecia sem novidades. Estouraram com o hardcore, influência, na época, da banda Green Day. As músicas falavam do nosso cotidiano e faziam todos refletir sobre o tema. O sucesso se deu quando a música Don’t Speak foi lançada em todas as rádios mundiais. A música, segundo a compositora e vocalista, surgiu quando ela e seu namorado, um dos integrantes da banda terminaram com o compromisso. Como qualquer ser despeitado, ela resolveu escrever o que sentia e lançou uma das músicas mais românticas do rock. O legal é que a banda não se limita só nesta música, ouçam Hella Good, Hey Baby, Underneath it all e I’m Just a Girl. O trabalho solo de Gwen também impressiona qualquer um. O som mais recente é Wind it up. É fantástica a forma com que ela agrega vários elementos musicais. Sensacional.



terça-feira, 10 de abril de 2007

Paul Newman, medo de médico e os novos valores masculinos.


Depois de estrear o nosso querido blog com um texto que valorizava a promoção dos valores femininos (Audrey Hepburn merece vai), estava ansiosamente a fim de começar a escrever algo sobre a imagem masculina. Sim amigo e amiga, na mitologia publicitária, há espaço para todos. E se há para elas, há também para eles.
Acontece que, assistindo ao Jornal Hoje da Rede Globo, vi uma matéria que me chateou por demais. Nós, homens, estamos deixando nossas mulheres viúvas na terceira idade. Sim. As velhinhas estão passando seus últimos dias sozinhas, a tricotar sobre novelas, já que nós morremos muito mais cedo do que elas, pelo simples fato de não cuidarmos de nossa saúde.
Segundo um médico (foi mal, mas não me lembro o nome dele), disse que a grande culpa de tudo isso se refere a simples mito que perpetuou (e perpetua) dentro da criação masculina. Nós crescemos e sempre ouvimos nossos pais e demais dizerem que homem não chora. Ou na hora do aperto, quem nunca escutou: Você é homem ou um saco de farinha?
Já que tudo isso se refere à mitologia sobre algum valor que foi passado a nós a partir de algum estereótipo, aproveito essa deixa e falarei agora dos olhos azuis mais famosos de toda Hollywood. Só poderia ser os olhos de Paul Newman.
Paul Leonard Newman é o ator que chorou suas mágoas em seus filmes e que fazia o papel de superprotetor. Em seus filmes Newman, imortalizou vários estereótipos, como a imagem do homem problemático que não conseguia se adaptar ao demais tipos de relacionamentos. Em um de seus filmes (no caso, o meu preferido) o clássico: Gata em Teto de Zinco Quente (Cat on a hot tin roof) ele contracena com Elizabeth Taylor, fazendo-a de gato e sapato, pelo simples fato de viver uma vida amargurada. Em Doce pássaro da Juventude (Sweet bird of youth) ele se aproveita do pequeno deslize que sua "cliente", uma bem sucedida atriz em depressão, comete ao ver uma garrafa de vodca e passa então a usurpar da boa vida que ela leva, tentando criar uma carreira em Hollywood, até que ele se vê com a chance de conseguir mudar seu futuro e traçar uma vida honesta ao lado da namoradinha do interior que um dia fora abandonada pelo mesmo que tentou ganhar a fama sem fazer nenhum esforço.
Mas em sua carreira há papéis que entraram para história. O lutador de boxe Rocky Graziano que lutava, na verdade para se libertar de uma vida errada. O grande capitão do barco que leva os Judeus para sua terra prometida no clássico Exodus de 1962. Em uma época onde ainda nem havia os filmes de super-heróis, Newman fazia bem o papel de herói. Fez tão bem que o filme Rebeldia Indomável (Cool hand Luke) é ainda hoje a cópia mais fiel do verdadeiro homem bardeneiro, sem rumo e rebelde. Ideal almejado por muitos que vivem em botecos enchendo a cara e quebrando tudo o que vê pela frente depois de uns mé. Viveu personagens da cena Faroeste do cinema norte-americano, mostrando que era bem rápido no gatilho.
Paul Newman não é apenas um mito por vender sua imagem e fazer com que você enxergue certos valores através de seus personagens. É um mito também por agregar as mudanças da evolução do nosso gene masculino. Se no cinema, ele fez o papel de pretensioso, cruel, bardeneiro e arrogante. Na vida real ele zela muito bem por sua família. Casou-se duas vezes e têm cinco filhos. Seu único filho faleceu na década de 70 em decorrência a uma overdose fazendo com que ele abrisse então uma instituição que cuidasse de pessoas viciadas em drogas. Possui também uma plantação de frutas, legumes e vegetais que repassa seus lucros a instituições de caridade.
Hoje com mais de 80 anos, participa de eventos para caridade e sua última atuação foi no filme Estrada para perdição. Emprestou sua voz para a animação da Disney – Carros ("Cars").
Paul Newman mostra que por mais que a vida de solteiro, bêbado, irresponsável, irresistível e temperamental seja boa, na verdade o que todo homem quer mesmo é construir uma família e sair da vida sem sentido de bad boy de cinema hollywoodiano.
Mais sobre Paul Newman em:

Na foto, dois momentos de Newman. O primeiro na década de 50 e o segundo hoje aos 82 anos




Falando de cinema:


Moçadinha que lê meu blog, ontem eu tive uma conversa franca e modesta com a Tatiana do Paísubúrbio (que por sinal fará uma bela apresentação em stopmotion do seu trabalho de TC III) e relembrei de alguns filmes que fizeram a diferença em minha trajetória de vida. Aqui vão alguns filmes que valem a pena conferir:
Barbarella, de Roger Vadim – o pai do erotismo acentuado e ex-marido de Jane "Hanói" Fonda, que emprestou seu corpinho para encarnar a grande heroína do planeta Terra que vai a uma viagem alucinante pelo espaço recuperar e saber do paradeiro do Doutor Duranie (bom, daí surgiu o nome da banda Duran Duran). O cenário é totalmente futurista e os personagens totalmente excêntricos. Gosto de assistir este filme pelo simples fato de ter sido filmado em uma época que o feminismo estava em boom. E com isso a imagem do poder feminino estava começando a ser escrita da forma mais cabível o possível, de forma bem erótica. Também rola um lance de semiótica neste filme que faz com que as moças do harém fumem a essência de homem. Isso mesmo amigas blogueiras, os homens ficam nus em vidros enormes e vocês fumam sua essência a partir de uma corda de estilo indiano. O lance da pílula (LSD) fazer com que sua libido te leve ao grande cosmo sem nenhuma forma de toque no ato sexual. E a melhor cena, na minha opinião, a máquina que seria a rival de nossa querida Babs, desenvolvida pelo maléfico Duranie, faz massagens torturantes em zonas altamente erogénas no corpo feminino. Claro que a invencível (e insaciável) Barbarella quebra a máquina com seus altos poderes de concentração.
Laranja Mecânica, do obscuro e sombrio Stanley Kubrick, é baseado em um livro do mesmo nome (anote – em inglês a tradução correta é The Clockwork orange), conta a história do jovem Alex que faz parte de uma gang que é simplesmente fissurada em uma bebidinha horrorosa. O que me chama a atenção nisso tudo são os cenários, os personagens e toda a forma de diálogo do filme. Não sou fã de Kubrick e concordo com quem diz que ele só denegriu as verdadeiras histórias de terror (Stephen King, autor de contos que viraram filmes macabros na mão do horroso aí, diz ter pavor de ver Sissy Spacek como a sem noção Carrie do filme homônimo, e Shelley Duvall como a pavorosa mãe desequilibrada em o Iluminado –The Shinning). Mas há quem goste dele...(para não citar nomes vai o do nosso querido professor que adorou fazer a homenagem ao filme mais ácido de todos os tempos colocando seu sobrenome juntamente ao nome do filme, nomeando assim seu blog. É mole?).
Blade Runner – O caçador de Andróides. Isso sim é épico na história do cinema dos anos 80. O filme é baseado no livro de Philip K. Dick. Conta sobre o ano de 1.992 (respeitem-no, ele escreveu o livro na década de 60!) onde um agente é obrigado a caçar os famosos nexus seis, que são protótipos perfeitos de seres-humanos. O melhor deste filme é a estética futurista desenhada na década de 80. Além disso, bata palmas agora para Pris. Sim, a replicante mais sexy e ousada, interpretada por Daryl Hannah (hoje Kill Bill, ontem Splash com Tom Hanks) que vendeu o seu estereótipo para uma nova tribo que surgia: os Ciberpunks. Acabou virando ícone na cena underground.
Antes de terminar, faço uma relação dos livros que adoraria que virassem filmes um dia:
1984, de George Orwell;
O velho e o mar, de Ernest Hemingway;
Orlando, da escritora Virginia Woolf.

Bom. A lista foi dada. Portanto façam o favor de irem atrás dos santos filmes, ok?
Mais sobre cinema:
Internet Movie Database
Abraços.


segunda-feira, 9 de abril de 2007

CIBERCULTURA E AGORA?

"Cibercultura
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
A cibercultura é um termo utilizado na definição dos agenciamentos sociais das comunidades no espaço eletrônico virtual. Estas comunidades estão ampliando e popularizando a utilização da Internet e outras tecnologias de comunicação, possibilitando assim maior aproximação entre as pessoas de todo o mundo. Este termo se relaciona diretamente com à dinâmica Política, Antropo-social, Econômica e Filosófica dos indivíduos conectados em rede, bem como a tentativa de englobar os desdobramentos que este comportamento requisita.

A Cibercultura provém de um espaço de comunicação mais flexível que o produzido nas mídias convencionais TV, Rádio, Jornal. Nas mídias convencionais o sistema hierárquico de produção e distribuição da informação seguem um modelo pouco flexível baseado no modelo um-todos. Já no ciberespaço a relação com o outro se desdobra no contexto do todos-todos. Nesse sentido, este ambiente comunicacional emerge com a potência que comporta o discurso democrático em sua gênese.[3]
Uma maneira interativa de contribuir com novos conceitos e postulados."

Bem, após essa definição à la Wikipédia, após as aulas de Teoria da Cuminicação, surge enfim uma grande questão: Qual é a influência da Cibercultura no meio publicitário?
Essa questão muito me intriga, já que desde o ínicio do curso universitário só aprendemos sobre mídias convencionais, meios e formas de criação tradicionais, e tudo como manda o figurino ou pelo menos mandava. O fato é que na profissão que escolhemos é necessário estarmos sempre atualizados, mas o que não contavamos ( pelo menos não eu ), é que descubriríamos que de certa forma tudo que aprendemos até agora não nos preparou muito para o futuro, e sim para o presente. No futuro, e para alguns já agora no presente, conviveremos com essa palavrinha até pouco estranha no nosso dicionário: Cibercultura; e o que faremos nós pobres publicitários no meio de tanta interatividade? Depois de pensarmos por tanto tempo que era fácil manipular e influenciar as mentes da massa, agora vemos que tínhamos dado um tiro no pé, pois essa massa manipulada agora está entrando na era da interatividade, onde deixam de ser apenas seres passivos que engolem tudo o que falamos e passam a interferir no nosso processo criativo, fazendo-nos pensar mais um pouco, aliás muito mais, para tentar achar um meio para que possamos continuar fazendo nosso trabalho. Adaptação é a palavra. Mas de que forma isso se dá? Bom, queria apenas causar uma pequena reflexão nas cabecinhas criativas de meus amigos publicitários, e é claro fazer uma pequena introdução sobre o que quero discutir na minha monografia. Botem a cabeça pra pensar e comentem!

terça-feira, 3 de abril de 2007

Audrey Hepburn e a promoção dos valores femininos.



Muitos são os mitos que perpetuam a nossa cultura e sociedade. Quando decidi ir a fundo com minhas pesquisas para, enfim, desenvolver minha monografia pessoal pesquisei o máximo que pude sobre mitologia e mito. O mito existe, na verdade, para elevar uma determinada figura a um status de deus. Para validar este fato e dar total credibilidade a ele, cria-se então a mitologia.
Quando eu delimitei meu tema e percebi que iria fazer uma análise totalmente semiótica sobre os anúncios publicitários, fiz todo um retrospecto dentro da história da publicidade e descobri que, os estereótipos publicitários mitológicos, surgiram no cinema.
É então que percebo o quanto Audrey Hepburn é maravilhosa!
É difícil você criar algo durante sua vida e imortalizar este até os dias atuais. Audrey Hepburn, sem sombras de dúvidas, é um mito pelo simples fato de promover os mais altos e simples valores femininos do século XX. Como muitas outras mulheres que, nasceram em uma sociedade capitalista (e ultramachista), Audrey conseguiu em seus papéis no cinema de Hollywood, transitar entre a jovem freira que luta para encontrar a verdade na religião, como, atuou, também sendo a garota de programa, papel que a consagrou no cinema, que usava Channel e adorava as jóias da Tiffany’s.
É neste último item, que surge a identidade mitológica de Hepburn. Diferente de Marilyn Monroe e Lauren Bacall, em seus filmes ela imortalizou tudo o que suas mãos tocavam. Atualmente se uma bolsa Louis Vuitton faz sucesso ou se a Maison Channel é status para os fashionistas, o mérito é todinho dela que, transmitiu sua essência para estes produtos. Criando então uma identidade e promovendo uma cultuação para estes. Não existiria cobiça para estes produtos se, não houvesse uma jovem que transgredisse a cultura beatnik da década de 60 e resgataria, de sua infância, os valores que ela aprendeu com sua vovozinha.
Certa vez, no caderno Ilustrada do jornal Folha de S. Paulo, li uma crítica que serviu como sinal de alerta e despertou, em mim, toda essa paixão e admiração que sinto, hoje, por ela. Dizia que o filme "Bonequinha de Luxo" (romance de Truman Capote, que conta à história da garota de programa Holly, que tem um pé em um romance jamais vivido e outro, numa vida de luxo e presentes proporcionados por um brasileiro que juro para todos não ser eu), seria vivida pela srta. Monroe. Mas decidiram, no final, em colocar Audrey que não oscilava entre seus personagens e mostrava perfeita devoção ao ato de atuar. Como dizia o final da crítica: " Teria sido sexy e divertido, sem dúvidas, Marilyn no papel de Holly. Mas não tão sublime quanto Audrey". Quem há de discordar?

Na foto acima Audrey Hepburn como a garota de programa Holly no filme Bonequinha de luxo e a carinhosamente apelidada de cabecinha-de-vento, a atriz, cantora, herdeira milionária (e muitas outras coisas) Paris Hilton, em releitura a imagem de Audrey Hepburn. Entendeu, agora, o motivo do clássico e referencial imortalizado?

sexta-feira, 30 de março de 2007

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